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Brasil encerra 2019 com 152 vagas carimbadas para Tóquio 2020

País pode classificar ainda mais atletas no próximo semestre

Ginasta Flávia Saraiva (Foto: Ricardo Bufolin / Panamerica Pre) Ginasta Flávia Saraiva (Foto: Ricardo Bufolin / Panamerica Pre)

A menos de sete meses para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o Brasil fecha 2019 com números animadores: foram ao todo 22 medalhas conquistadas este ano em campeonatos mundiais ou competições equivalentes, em 13 modalidades esportivas (boxe, canoagem velocidade, esgrima, ginástica artística, judô, karatê, natação, skate park, skate street, surfe, taekwondo, vela e vôlei).  

Dos 250 atletas que integrarão a delegação brasileira na Olimpíada do Japão, 152 já carimbaram o passaporte para a competição. Mas ainda há muitos brasileiros que vão lutar por vagas no primeiro semestre de 2020, seja em torneios pré-olímpicos (futebol masculino, basquete feminino e masculino, basquete 3x3, boxe, rugby, caratê) ou somando pontos para ascender nos rankings mundiais das federações internacionais (Atletismo, Badminton, Ciclismo, Esgrima, Ginástica Rítmica, Ginástica de Trampolim, Golfe, Judô, Natação, Skate, Taekwondo, Triatlo).

Seja como for, as conquistas de 2019 já sinalizaram que o Time Brasil tem tudo para brilhar ano que vem em Tóquio. A lista completa de vagas olímpicas já asseguradas pode ser conferida no site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). 

Veja agora alguns dos atletas que já se credenciaram aos jogos de Tóquio 2020 ou estão bem perto de garantir uma vaga.

Canoagem de Velocidade

A dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza faturou em agosto a medalha de bronze no C2 (canoa) masculino 1000m durante o Mundial da Hungria. A conquista assegurou duas vagas para a equipe brasileira em Tóquio 2020.

Canoagem Slalon

A canoísta mineira Ana Sátila garantiu duas vagas no Campeonato Mundial disputado em setembro, em La Seu d’Urgell, na Espanha. Ela carimbou as vagas ao se classificar para as semifinais femininas das provas C1 (canoa) e K1 (caiaque) feminino. Outro brasileiro que vai representar o país em Tóquio 2020 será Pedro Henrique Gonçalves, que terminou na 24ª colocação na semifinal do K1 masculino. 

Natação

As primeiras 12 vagas foram asseguradas em julho durante o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju (Coréia do Sul). Luiz Altamir, Fernando Scheffer, João de Lucca e Breno Correia obtiveram a sexta melhor nota no revezamento 4x200m livre, colocação suficiente para garantir a participação brasileira em Tóquio.  O pais também se classificou nos nos revezamentos masculinos 4 x 100m livre e no 4x100m medley.

Também em Gwangju, a multicampeã em maratona aquática Ana Marcela Cunha carimbou o passaporte para o Japão ao concluir em quinto lugar a prova dos 10Km. A maratonista conquistou dois ouros no mundial nas provas de 5Km e 25Km. Já tetracampeã mundial, Ana Marcela Cunha ainda faturou outros dois ouros: nas provas de 10Km dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru) e dos Jogos Mundiais Militares (JMM), na China. O talento da atleta ganhou destaque na edição de 2020 do Livro dos Recordes, o Guinness Book: ela entrou na edição deste ano por ser a maior vencedora do Circuito Mundial da Fina (Federação Internacional de Natação) na prova de 10km, com quatro vitórias.

Ginástica Artística

A seleção brasileira masculina masculina (Arthur Zanetti, Caio Souza, Arthur Nory, Lucas Bitencourt e Francisco Barreto) assegurou a classificação no Mundial de Ginástica de Stuttgart (Alemanha) com o 10º lugar (247.236 pontos). 

A ginasta Flávia Saraiva garantiu a primeira vaga individual olímpica na ginástica artística, com a 10ª melhor nota na classificatória individual geral. O Brasil pode almejar mais vagas individuais pela classificação nas Copas do Mundo de 2020.

Skate

Na estreia da modalidade no programa de novos esportes olímpicos em Tóquio 2020, o Brasil já chega como um dos favoritos. Entre as mulheres, duas brasileiras estão no topo do ranking do street feminino: Pâmela Rosa lidera com 140 mil pontos, e Rayssa Leal, a Fadinha, ocupa a segunda posição, com 124 mil. Neste ano, Pâmela conquistou o título mundial de street, faturou a Street League de Londres e também se sagrou campeã do Oi STU Open, no Rio de Janeiro.

A maranhense Rayssa Leal, de apenas 11 anos, se tornou este ano a skatista mais jovem a vencer uma etapa da SLS (Mundial Skate Street), a Street League Skateboarding, em Los Angeles (Estados Unidos). Ela fez dobradinha com Pâmela Rosa, segunda colocada. Em setembro, as duas inverteram a dobradinha no Campeonato Mundial: Pâmela venceu e Rayssa foi vice-campeã de street. A janela de qualificação para obtenção de pontos para o ranking mundial segue até 31 de maio de 2020.

Esgrima

A Nathalie Moellhausen, de 33 anos, fez história em julho ao conquistar o ouro inédito para o Brasil no Mundial de Esgrima de Budapeste (Hungria). A esgrimista conquistou o primeiro lugar na espada e, na ocasião, disparou da 22ª posição para a quarta colocação no ranking mundial, aumentando suas chances de representar o país na olimpíada no ano que vem. Até 2011, a atleta disputava pela Itália, onde nasceu. Moellhauen é naturalizada brasileira e passou a defender as cores verde e amarela em 2014. O ranking mundial que define a classificação para os jogos olímpicos será divulgado pela Federação Internacional de Esgrima em abril do ano que vem.

Badminton

O carioca Ygor Coelho sagrou-se campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), passou a ocupar a 21ª posição no ranking mundial e ficou bem próximo de assegurar a vaga olímpica. O ranking mundial classificatório fecha em abril de 2020 e os 40 mais bem colocados se classificam para a Olimpíada do Japão.

Boxe

O ano foi pra lá de especial para a baiana Beatriz Ferreira, de 26 anos. Pugilista na categoria até 60Kg, ela conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru) em agosto. Em outubro, Bia Ferreira também faturou a medalha dourada no Campeonato Mundial de Boxe Feminino, na cidade de Ulan-Ude (Rússia). Foi a primeira vez que uma brasileira venceu a competição feminina. No início deste mês, a boxeadora foi condecorada como atleta do ano pelo Prêmio Brasil Olímpico. 

Apesar de favorita, a atleta ainda não tem vaga garantida em Tóquio 2020. Com a suspensão da Associação Internacional de Boxe Olímpico (Aiba) pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a classificação sairá após a realização de cinco torneios pré-olímpicos (entre janeiro e abril de 2020).

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