O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou nesta segunda-feira, dia 1º de abril, ter sido alvo de um ataque hacker. Segundo o órgão, a Polícia Federal foi acionada para apurar o episódio.
De acordo com o conselho, responsável por fiscalizar a atuação do Judiciário, os sistemas de informações processuais acessíveis pelo site não foram afetados.
"Nenhum sistema de informações processuais, como o PJe (Processo Judicial Eletrônico), o BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões) e o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificado), foi afetado. O CNJ acionou as autoridades e tomou as medidas necessárias para apurar os fatos e manter a segurança do portal", diz nota divulgada pelo conselho.
Conforme o site especializado em segurança cibernética DefCon Lab, 6 mil linhas de dados com contas bancárias, telefones e CPF ficaram disponíveis. A ação, diz o portal, teria sido realizada por um grupo que deixou uma mensagem em idioma indonésio e que trata da importância da privacidade.
De acordo com o colunista do G1 especializado em tecnologia, Altieres Rohr, o ataque tornou disponível uma base de 94 bancos de dados do CNJ. Em meio ao arquivo há informações de usuários e senhas do portal do CNJ.
As senhas, no entanto, não estão no formato tradicional que se permita entrar nos perfis. Estão em formato "hash", que é uma função criptográfica que permite aplicação de uma regra para acesso às senhas.
Inquérito no STF e ofensiva
Em março, o presidente do CNJ e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação, mesmo sem pedido do Ministério Público, para apurar supostas "notícias fraudulentas", ofensas e ameaças, que "atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares".
Nesta segunda, em outra iniciativa para defesa do Judiciário, começou uma ação coordenada pelo STF junto aos demais tribunais superiores, conselhos e associações de magistrados, nas redes sociais contra ataques a juízes e decisões judiciais.
Por meio das hashtags #fakenewsnão e “#aquitemjustiça!, os tribunais de todo o país passaram a usar as redes sociais para apresentar dados positivos sobre a Justiça, como quantidade de processos julgados, além de se contrapor a ataques ao Poder Judiciário e à disseminação de notícias fraudulentas.
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